Em madrugada fria e lua escondida me acalmo
Meditando nas palavras que são de teu mérito.
Meus olhos fitaram memórias sem pressa.
Quais perguntas fazer, quais momentos lembrar,
Por algum tempo nem o vento frio trouxe resposta.
Há quem não veja as eventualidades
Que levam algumas vidas passarem por outras.
É que entre nossas coisas não houve marcos.
Com sua sutileza entenderás
Meu propósito em tocar nos nossos acasos:
De como algumas afinidades de outras datas
Fizeram-nos se cercar de mesmas pessoas.
De estradas comuns da existência
Que por fado estivemos e estamos.
De poucos que não queremos por perto.
De amados que abrigamos.
De instantes que em outros lugares
Podem julgar perdidos, mas nunca serão.
Dos impulsos críticos ou fáceis dos quais apenas sorrimos.
Vejo-me agora com o passar do tempo
E de tuas coisas sempre boas.
Espero não ter complicado tanto.
Exalto sua amizade
Pela força e delicadeza que tens,
Que saltam nas conversas
Nas alegrias e nos momentos de seriedade.
Por não precisar afirmar tua importância continuamente.
Que há respeito e cumplicidade,
Não importando onde esteja cada de um nós.
Feito para Mayra Ferreira em 2 de julho de 2009.








